Saber quando quitar dívidas ou investir é uma dúvida que mexe com muitos brasileiros. Com as taxas de juros elevadas em 2026, isso se torna ainda mais estratégico.
Dados mostram que a Selic em torno de 15% eleva os rendimentos da renda fixa. Ao mesmo tempo, as dívidas com CET acima dessa rentabilidade podem agravar problemas financeiros.
Quer evitar o famoso “bola de neve” do endividamento e ainda fazer o dinheiro render? Este artigo tem estratégias passo a passo para ajudar na decisão correta.
O impacto dos juros elevados em 2026
Em 2026, o mercado financeiro brasileiro enfrenta um cenário preocupante: crédito mais caro e pressão fiscal. Isso afeta diretamente o bolso do consumidor.
Com a Selic a 15%, produtos como Tesouro Selic se tornam atrativos, rendendo cerca de 14,75% antes de impostos. Mas dívidas de cartão passam de 300% ao ano!
Por isso, especialistas priorizam quitar dívidas com juros agressivos. Investir só vale a pena se o rendimento superar o CET da dívida.
CET: comparando custo da dívida e rentabilidade
O Custo Efetivo Total (CET) é mais que apenas juros. Inclui taxas e seguros, mostrando o verdadeiro impacto financeiro de cada dívida.
Exemplo prático: CET de dívidas em 17% a.a. contra Tesouro Selic com rendimento líquido de 13% a.a. Resultado: pagar a dívida é a melhor escolha.
Mas se a dívida tem CET abaixo de 9% e Tesouro Selic rende 13%, é possível investir e pagar gradualmente com lucro de 4% ao ano. Estratégia é tudo!
Método 50-30-20 adaptado para brasileiros
Após quitar dívidas altas, o método 50-30-20, adaptado ao Brasil, ajuda a reorganizar suas finanças para longo prazo. Veja os passos abaixo:
- 50%: dedique à reserva de emergência. Use CDBs ou Tesouro direto, acessíveis por bancos como Nubank ou Inter.
- 30%: realize sonhos de consumo ou lazer. Organização evita novas dívidas.
- 20%: invista em patrimônio a longo prazo.
Essa proporção é flexível e precisa se ajustar à sua realidade financeira.
Ferramentas acessíveis para quitar e investir
Aplicativos e contas digitais facilitam o controle financeiro. Além disso, as soluções são ideais para CLTs e trabalhadores informais.
- Mercado Pago: carteira digital com Pix instantâneo e rendimento automático na renda fixa. Ideal para dívidas e emergências.
- Nubank: controle de gastos e NuInvest com acesso à renda fixa. Ótimo para pequenos investidores.
- Banco Inter: yield diário em saldo e alerta de dívidas. Perfeito para evitar tarifas e organizar finanças familiares.
Com Pix integrado e baixa burocracia, essas ferramentas atendem orçamentos médios de R$ 2.000 a R$ 5.000/mês.
Para quem investir e como começar
Investimentos são viáveis apenas após quitar dívidas caras. Entre os favoritos em 2026 estão: Tesouro Selic, CDBs e ETFs.
Ao começar, defina metas, como aposentadoria ou compra de imóvel. Apps como NuInvest simplificam a entrada no Tesouro direto com poucos cliques.
A renda fixa ganha protagonismo pela segurança e retornos consistentes, especialmente em tempos de Selic alta.
Histórias de transformação financeira
A experiência de um usuário em 2023 ilustra a importância de quitar dívidas agressivas antes de qualquer investimento.
Ele zerou um cartão rotativo de R$ 20.000 com juros de 300% a.a. Em três anos, evitou pagar mais de R$ 20.000 extras em juros!
Com o dinheiro economizado, iniciou investimentos conservadores, alcançando R$ 60.000 em patrimônio ao final do período.
Família CLT e estabilidade financeira
Uma família típica CLT planejou suas finanças ao amortizar um financiamento com CET de 17% ao ano. A estratégia foi simples e eficaz.
- 50% do excedente mensal foram destinados às dívidas;
- Poupança em Tesouro Selic garantiu reserva de emergência;
- Investimentos de longo prazo vieram após zerar os débitos.
Além de reduzir o estresse, o score de crédito subiu, permitindo empréstimos mais baratos.
Dicas dos especialistas brasileiros
O planejador financeiro Patzlaff recomenda usar 50% do dinheiro extra em dívidas caras, 30% na criação de reservas e 20% em investimentos.
Outro conselho do Mercado Pago: priorize quitação quando o CET da dívida for maior que o rendimento esperado dos investimentos.
Estratégias como essas garantem mais tranquilidade financeira, especialmente em tempos de Selic alta.
Tendências e cuidados para 2026
Com eleições à vista e dívida pública acima de 82% do PIB, a incerteza econômica exige planejamento cuidadoso.
Pix, bancos digitais e acesso facilitado ao Tesouro direto são ferramentas essenciais para manter as finanças sob controle.
Para inspirar, veja este vídeo com dicas práticas de finanças para 2026:
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O que aprendemos até aqui?
Quitação de dívidas é prioridade para juros altos. Investir requer cálculo certeiro entre CET e rentabilidade líquida de renda fixa.
Além disso, ferramentas simples e métodos como o 50-30-20 ajudam na reorganização financeira para diferentes estilos de vida.
Que tal analisar sua própria situação, ajustando as estratégias para conquistar seu objetivo financeiro?