Pegar um empréstimo para quitar dívidas no cartão de crédito é uma estratégia inteligente em muitos casos, especialmente considerando as altas taxas do crédito rotativo no Brasil. Com juros anuais que podem ultrapassar os 400%, essa dívida é uma das mais caras para o consumidor, afetando diretamente o orçamento de milhões de brasileiros.
Mas será que essa troca vale a pena para o seu bolso? Depende do tipo de empréstimo, das condições oferecidas e do comprometimento em mudar hábitos financeiros. A seguir, vamos explorar como essa estratégia pode funcionar e os cuidados necessários para garantir que a solução seja eficaz.
Nesse artigo, trago micro-histórias reais, cases do mercado brasileiro e dicas práticas para avaliar quando vale ou não recorrer ao empréstimo para sair do vermelho. Vamos juntos entender os detalhes!
Por que o cartão de crédito gera uma bola de neve?
O cartão de crédito é visto por muitos como aliado em tempos de emergência. O problema surge quando o rotativo entra na equação, com juros exorbitantes.
No Brasil, o custo efetivo total (CET) do rotativo pode chegar aos 15% ao mês. Ou seja, uma dívida pequena pode dobrar em um curto espaço de tempo.
Um exemplo: imagine uma pessoa com R$5.000 de dívida no cartão. Se não conseguiu quitar, essa dívida pode saltar para quase R$20.000 em poucos anos.
Isso cria o chamado efeito “bola de neve”, onde a dívida cresce mais rápido do que o salário. A falta de previsibilidade dificulta qualquer planejamento financeiro.
Quando vale a pena trocar a dívida pelo empréstimo?
Para quem está preso no crédito rotativo, substituir essa dívida por um empréstimo pessoal ou consignado pode ser uma solução vantajosa.
O benefício está na forte redução de juros. Enquanto o rotativo ultrapassa 400% anuais, o consignado, por exemplo, tem taxas muito menores, a partir de 1,8% ao mês.
Outro ponto positivo é a previsibilidade. Empréstimos geralmente possuem parcelas fixas, o que facilita adaptar as prestações ao orçamento familiar.
A economista Ariane Benedito recomenda a troca apenas quando o custo do novo empréstimo for significativamente menor do que o original, considerando o CET total.
Passos simples para analisar se o empréstimo é a melhor opção
- Identifique o CET do cartão e compare com o do empréstimo que cogita pegar.
- Priorize créditos consignados, especialmente para aposentados e servidores públicos, que contam com taxas menores.
- Simule as parcelas online, usando plataformas como MeuTudo ou apps de bancos digitais como Nubank e Inter.
Essas ferramentas ajudam você a entender o impacto que o novo empréstimo terá no orçamento. Compare também prazos e valores das parcelas.
Outro ponto crucial: tenha certeza de que conseguirá encaixar o pagamento do novo empréstimo no seu orçamento mensal, sem apertar ainda mais o cinto.
Transformando a dívida do cartão em uma nova oportunidade
Pessoalmente, já vi muitas histórias de transformação financeira ao fazer a troca de dívidas caras por opções mais inteligentes.
Por exemplo, uma amiga acumulou R$12.000 no rotativo do cartão após uma sequência de emergências. Ela optou por um empréstimo consignado com prazo de 36 meses.
Com parcelas fixas e uma taxa de 2% ao mês, ela economizou quase R$20.000 em juros ao longo dos anos. Além disso, liberou espaço para reorganizar suas finanças.
O segredo foi usar a economia gerada para criar uma reserva de emergência. Isso evitou que ela precisasse voltar ao rotativo no futuro.
Outra história de sucesso para inspirar
Recentemente, uma usuária da plataforma MeuTudo compartilhou sua experiência com portabilidade de crédito. Ela conseguiu reduzir o CET em mais de 30%.
Com isso, o valor das parcelas caiu R$200, o que liberou espaço no orçamento para poupar. Esse dinheiro extra foi direto para a educação dos filhos.
Essa história ressalta o quanto as fintechs podem ser aliadas para quem quer reorganizar dívidas com agilidade e economia.
Confira abaixo um vídeo que explica como funciona a portabilidade no Brasil:
Evite erros comuns ao trocar dívidas
A troca do cartão pelo empréstimo pode ser benéfica, mas existem erros que devem ser evitados para garantir que a solução funcione.
- Não pesquisar em várias instituições financeiras e comparar o CET.
- Pegue empréstimos que se encaixem na sua margem de pagamento.
- Evite solicitar empréstimos se seu score estiver muito baixo, pois as taxas podem ser altas.
Mudar hábitos também é fundamental. Utilize apps como Organizze ou Guiabolso para acompanhar e controlar os gastos. Pare imediatamente de usar o cartão como extensão da renda.
Tendências e o futuro do crédito no Brasil
A tendência de digitalização e personalização do crédito veio para ficar, com bancos e fintechs oferecendo cada vez mais ferramentas práticas.
Bancos digitais como Inter lideram o mercado ao integrar interfaces de IA nos seus aplicativos, otimizando simulações e reduzindo a jornada do consumidor.
O PIX e o FGTS também têm ampliado o acesso a crédito com processos simplificados, atendendo o público informal e ajudando a reduzir a inadimplência.
Se a troca do crédito for bem feita, com pesquisa e consciência, muitos brasileiros poderão equilibrar as finanças e dar início à construção de patrimônio.
Trocar dívidas caras por alternativas mais sensatas pode ser o primeiro passo para estabilizar o orçamento. Com planejamento e mudança de hábitos, é possível alcançar um futuro financeiro mais saudável.